Antes de Matt Damon assumir o papel do agente Jason Bourne em 2002, Brad Pitt foi uma das opções para o icônico personagem. Porém, compromissos com outro suspense de espionagem o impediram de vestir o manto do espião. Essa escolha moldou a trajetória de Damon na franquia, que hoje é um fenômeno mundial.

    Na época, Pitt já acumulava sucessos no gênero e chamava atenção de diretores e produtores. Enquanto a Universal e o diretor Doug Liman trabalhavam na adaptação do livro de Robert Ludlum, consideraram o ator para o papel principal. No entanto, sua agenda o levou para um projeto diferente, deixando o caminho livre para Damon.

    Brad Pitt optou por Spy Game em vez de The Bourne Identity

    O desejo de colaborar novamente com nomes como Robert Redford e Tony Scott fez Pitt escolher o thriller Spy Game, rodado no outono de 2000. Embora tivesse interesse em Bourne, a agenda de gravação coincidiu, e ele não conseguiu conciliar os dois projetos.

    Enquanto Damon iniciava as filmagens de The Bourne Identity naquele período, Pitt embarcou para gravar em Marrocos e Budapeste. Sua recusa ao papel de Bourne, anunciada em maio de 2000, abriu espaço para Damon assumir e construir a franquia que arrecadou mais de US$ 1,3 bilhão globalmente. Curiosamente, os dois atores contracenaram pouco depois em Oceans Eleven, filmado em 2001.

    Spy Game: um thriller sólido, mas com menor impacto que Bourne

    Spy Game, dirigido por Tony Scott, conquistou bons elogios, especialmente pelo entrosamento entre Pitt e Redford. O filme oferece uma trama política cheia de tensão e suspense, o que o torna um thriller respeitável dentro do gênero.

    Contudo, em comparação a The Bourne Identity, Spy Game não alcançou a mesma popularidade nem inovação. A franquia Bourne, estrelada por Damon, trouxe novos recursos de filmagem e cenas de ação que renovaram o gênero, tornando-se referência para produções posteriores.

    Como seria Brad Pitt no papel de Jason Bourne?

    Mais de duas décadas depois, fica difícil imaginar outro ator que não Matt Damon como Jason Bourne. Mesmo assim, Pitt demonstrou ter carisma e habilidade para papéis de ação em filmes como Troy e Sr. & Mrs. Smith.

    Com seis anos a mais que Damon, Brad poderia ter dado um tom mais maduro e experiente ao personagem. Sua popularidade naquela época talvez tivesse levado a franquia a patamares ainda maiores de bilheteria, já que Damon ainda estava em ascensão no início dos anos 2000.

    Spy Game deixará a Netflix, mas Bourne seguirá disponível

    Confirmou-se que Spy Game será removido da Netflix na América do Norte a partir de 1º de novembro de 2026. Assinantes têm até 31 de outubro para assistir ao filme, que, embora não combine diretamente com o clima de Halloween, é uma opção para os fãs de suspense e espionagem.

    Enquanto isso, os filmes da franquia Bourne continuam disponíveis na plataforma, incluindo os quatro títulos com Matt Damon e o spin-off The Bourne Legacy com Jeremy Renner. Esses títulos permanecem pelo menos até novembro, oferecendo uma oportunidade para comparar as obras e refletir sobre as escolhas feitas por Brad Pitt.

    Vale a pena assistir Spy Game e a franquia Bourne?

    Spy Game destaca-se pela direção de Tony Scott e pela química do elenco, especialmente a parceria entre Pitt e Redford. Apesar de não possuir o mesmo peso cultural que Bourne, é um thriller de espionagem bem construído e interessante para quem gosta do gênero.

    Por sua vez, a série Bourne revolucionou os filmes de ação com cenas intensas e uma narrativa acelerada, firmando Matt Damon como um dos grandes protagonistas do século XXI. Assistir aos dois filmes na Netflix pode ser um bom exercício para quem se interessa em cinema de suspense e tecnologia aplicada às cenas de ação.

    Na Revista em Veredas você encontra ainda outras recomendações de filmes e séries sobre suspense e tecnologia, como um conteúdo recente sobre filmes de suspense subestimados para assistir antes do Halloween que podem complementar sua experiência.

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    Concurseiro por vocação e escritor por paixão. Há uma década, acompanho de perto o Diário Oficial e os bastidores dos maiores processos seletivos do país. Já passei pelas redações dos principais players do nicho, incluindo o Curso Agora Eu Passo, sempre com o objetivo de entregar a informação que realmente importa para quem está na "trincheira" dos estudos. Se tem edital na praça ou concurso vindo aí, eu escrevo sobre.

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