“Carrie”, adaptação de Brian De Palma feita em 1976, é referência no gênero terror e ainda mantém sua força quase cinco décadas após o lançamento. Inspirado no livro homônimo de Stephen King, o filme marcou a história do cinema e ajudou a consolidar o autor nas telas de Hollywood.
Apesar de algumas mudanças em relação à obra original, o longa preserva cenas icônicas, especialmente o desfecho, que virou símbolo do terror psicológico. A atuação de Sissy Spacek, no papel da protagonista, contribui para manter vivo o impacto da produção até hoje.
Como é o final do filme Carrie
O momento mais lembrado do filme é quando Carrie, ao ser coroada rainha do baile, é surpreendida por um ataque cruel: um balde cheio de sangue de porco é derramado sobre ela. A humilhação pública é orquestrada por colegas da escola, que planejaram essa vingança para ridicularizá-la.
Logo após o incidente, Carrie se mantém em silêncio momentaneamente, mas logo percebe que todos riem dela, incluindo professores e estudantes como Norma. Isso desencadeia sua perda de controle e o uso dos seus poderes telecinéticos para fechar as saídas do ginásio onde o baile ocorre.
Dentro do ginásio trancado, a protagonista desencadeia destruição, usando seus poderes para derrubar um jato de água, eletrocutar professores e incendiar o local, o que provavelmente causa a morte de muitos presentes. No caminho para casa, ela avança contra Chris e Billy, os responsáveis pela armação, e faz o carro dos dois explodir.
Ao chegar em casa, Carrie tenta se limpar, mas é atacada por sua mãe, Margaret, que a esfaqueia pelas costas. Na reação, Carrie usa seus poderes para matar a mãe, transfixando-a com facas telecinéticas. A casa dela desaba e o filme termina com uma cena em que a amiga Sue visita o local e uma mão sai da terra, simbolizando um pesadelo.
Diferenças do final do filme para o livro
No livro de Stephen King, o final é ainda mais intenso. A destruição causada por Carrie se estende além do ginásio, atingindo toda a cidade. Ao voltar para casa, ela interrompe o fornecimento de energia, destrói hidrantes e causa incêndios, o que resulta na morte de centenas de pessoas.
A versão original mostra ainda que Carrie usa seus poderes primeiro para matar a mãe, diferente do filme, e só depois provoca a morte de Chris e Billy em outra situação. Após sua morte, o romance apresenta repercussões nacionais e audiências no Congresso investigando poderes telecinéticos, além da cidade ficar praticamente deserta.
Além disso, o livro aborda a origem dos poderes de Carrie e revela que outras pessoas também possuem habilidades parecidas, o que não aparece no filme. A comunicação telepática entre Carrie e Sue é outro ponto exclusivo do livro, mostrando que Carrie sabe que nem todos os colegas participaram da armação do baile.
O significado real do final de Carrie
“Carrie” é uma narrativa sobre abuso, trauma e isolamento. As mudanças feitas por Brian De Palma no final não alteram esses temas, mas acrescentam imagens simbólicas, como a cena em que Margaret é esfaqueada com os braços abertos, remetendo à crucificação, evidenciando seu controle religioso rígido sobre a filha.
A fúria de Carrie representa o efeito do trauma somado às humilhações sofridas na escola e em casa. Seus poderes são a forma que ela encontra para combater a opressão, mas a violência atinge inocentes, o que mostra o impacto do sofrimento psicológico e social em ambientes fechados.
No desfecho, a mão que sai dos escombros reforça que o trauma não morre com Carrie. Sue, amiga que presencia a tragédia e sente culpa pelo que aconteceu, vive o peso desse acontecimento, indicando que a dor e o trauma se prolongam mesmo após o fim da protagonista.
Final das outras adaptações de Carrie
A versão para TV de 2002 altera o destino de Carrie, que sobrevive graças a uma reanimação por boca a boca feita por Sue. Elas fogem para a Flórida, mas o trauma permanece, manifestado por visões de Margaret e Chris.
No remake de 2013, Carrie destrói a casa da mãe durante o confronto final. Sue chega e sente uma gravidez, enquanto Carrie a salva antes do desabamento, parecendo se sacrificar. O filme termina com seu túmulo rachando e um grito, sugerindo que ela poderia estar viva.
A série de 2026 apresenta um final diferente: após batalha telecinética, Margaret sobrevive e uma figura chamada Emaline resgata uma Carrie ferida. A trama amplia a mitologia, apresentando Adelaide, que mata Margaret, apaga memórias de Sue e permite que Carrie sobreviva, deixando as consequências abertas no ar.
Vale a pena assistir o filme Carrie (1976)?
O clássico de Brian De Palma é um marco no cinema de terror, com roteiro assinado por Lawrence D. Cohen e produção de Paul Monash. Com 98 minutos de duração, o filme conta com a memorável atuação de Sissy Spacek e Piper Laurie. Pode ser encontrado em plataformas de streaming, aluguel ou compra digital.
Para quem gosta de produções que misturam suspense, terror psicológico e temas atuais como bullying e abuso, “Carrie” continua sendo uma escolha válida. Além disso, fãs de cinema e literatura podem aproveitar para comparar diferentes versões da obra e entender como o cinema adapta grandes clássicos.
Na Revista em Veredas, acompanhamos as novidades de cinema e tecnologia para trazer até aqui um conteúdo preciso e atualizado. Para quem se interessa por curtas no terror, outros lançamentos podem ser conferidos em nossa cobertura, que destaca títulos recentes e séries como a que reiniciou a franquia Stargate, ligada à MCU.

