Os filmes de Hercule Poirot frequentemente apresentam assassinatos aparentemente insolúveis que desafiam a mente do detetive belga até o último instante. O que encanta os fãs não é só a revelação do culpado, mas o quão engenhosa e quase perfeita foi a trama armada pelos assassinos para tentar escapar da justiça.

    Mais do que o simples fato do crime em si, a inteligência do plano e a capacidade do criminoso de enganar as investigações são o que tornam esses filmes marcantes. Neste artigo, o Revista em Veredas mostra as seis melhores tramas de assassinato no universo de Poirot, classificadas pelo grau de sofisticação e eficácia dos esquemas montados.

    A Assombração em Veneza (2023)

    No filme dirigido por Kenneth Branagh, Rowena Drake cria um esquema complexo para cometer seus assassinatos. Ela usa mel envenenado para adoecer sua filha e aproveita o suposto palácio assombrado para ocultar os crimes, manipulando o ambiente para garantir que testemunhas desapareçam.

    Apesar da lista de artimanhas, o plano se complica quando efeitos inesperados levam Rowena a matar Joyce Reynolds e, depois, o Dr. Ferrier. A necessidade desses assassinatos adicionais acaba enfraquecendo a trama original. Embora o filme apresente mudanças significativas em relação ao livro Halloween Party, a falha central permanece evidente: um crime tão bem arquitetado exigiria o conhecimento claro da ameaça real antes de agir.

    Encontro com a Morte (1988)

    Lady Westholme aproveita o estado frágil de Emily Boynton para montar um crime que aparenta ser uma morte natural. Ela utiliza digitalis, medicamento normalmente usado pela vítima, para causar a morte e deixa pistas que levam a suspeitas de alguém com acesso à medicação.

    O plano perde força quando surge uma testemunha, forçando Westholme a cometer um segundo assassinato para encobrir o primeiro. Esse novo crime revela a natureza premeditada da morte original, mostrando que, apesar de inteligente, o plano tinha fragilidades que não suportaram o desenrolar dos fatos.

    Os Crimes do Alfabeto (1966)

    Este filme traz uma abordagem mais leve e até cômica, mas o esquema é surpreendentemente elaborado. Amanda Beatrice Cross e Franklin Clarke organizam uma sequência de assassinatos que seguem a ordem do alfabeto para ocultar o verdadeiro motivo por trás do crime que desejam perpetrar.

    Amanda, inclusive, simula seu próprio suicídio usando suas habilidades de mergulho, enquanto Franklin prepara a fuga. Só que a grandiosidade do plano acaba sendo um ponto negativo, já que a série de mortes consecutivas chama a atenção da polícia e inevitavelmente atrai Poirot para o caso.

    Morte no Nilo (1978)

    Jackie de Bellefort e Simon Doyle planejam um assassinato de difícil solução: matar um cônjuge rico sem que o marido seja o principal suspeito. Para isso, criam um álibi em que Simon parece incapaz de cometer o crime, enquanto Jackie finge atacar Simon em público, queima seções do plano com um disparo falso e simula ferimentos.

    Simon mata Linnet, seu alvo, e simula um tiro em si próprio para reforçar o álibi. O plano se mantém forte até que testemunhas começam a notar detalhes fora do comum, forçando Jackie a esconder evidências para tentar manter o esquema intacto. Apesar das mudanças feitas por Branagh em relação ao livro, esse é um dos álibis mais engenhosos já mostrados nos filmes do detetive.

    Crime no Sol do Mal (1982)

    O casal Patrick e Christine Redfern transforma o assassinato em uma peça teatral. Eles manipulam o relógio da vítima para falsear o horário do crime, usando maquiagem e efeitos para confundir testemunhas e alterar a percepção do tempo e espaço.

    Apenas com um timing impecável, conseguem fazer Poirot inicialmente duvidar da linha do tempo. O uso de bronzeador para modificar a aparência e a troca de papéis demonstram o estilo clássico de mistério de Agatha Christie, com um plano bem estruturado que exige coordenação perfeita entre as partes envolvidas.

    Assassinato no Expresso do Oriente (1974)

    Um dos esquemas mais complexos envolve 12 cúmplices, todos relacionados à família Armstrong. Juntos, eles executam a morte de Ratchett, impedindo que Poirot aponte um único culpado, criando versões contraditórias e múltiplas histórias.

    Apesar da inteligência do plano, Poirot descobre o que ocorreu, mas a verdade oficial permanece confusa. Esse método de compartilhamento da culpa faz com que os assassinos consigam uma espécie de “vitória” ao dificultar a aplicação da justiça tradicional — algo raro nas histórias do detetive.

    Vale a pena conhecer essas tramas de assassinato dos filmes de Hercule Poirot?

    Se você gosta de histórias que combinam mistério, suspense e raciocínio lógico, essas seis tramas são exemplos de planos que desafiaram e quase venceram o famoso detetive. Além disso, o trabalho de cinema que adaptou essas histórias mantém viva a tradição dos grandes clássicos de Agatha Christie.

    Para quem aprecia o gênero, esses filmes são recomendados. As histórias ainda dialogam com produções recentes e com lançamentos no mundo do entretenimento, como a nova temporada de MobLand, que revela reviravoltas surpreendentes, ou até mesmo a estreia aguardada da sequência de terror Crawl em 2027, que mostra outro tipo de planejamento em cenas de tensão e sobrevivência.

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    Redator com 5 anos de experiência. Venho através do Concursos em Brasil, trazer notícias frescas sobre concursos rolando no Brasil!

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