O filme “Tenzing” levou ao Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) de 2026 uma releitura da ascensão histórica ao Monte Everest, realizada por Tenzing Norgay e Edmund Hillary. A produção dirigida por Jennifer Peedom destaca a dimensão técnica da expedição, mas não consegue atingir o impacto emocional esperado pela história real.
Com roteiro assinado por Luke Davies, o longa estreia em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos em 9 de outubro, seguido por lançamento no Apple TV em 16 de outubro. O filme busca mesclar cenas de escalada intensa a momentos pessoais do alpinista Sherpa, na tentativa de aprofundar a narrativa.
A história da ascensão ao Everest no filme Tenzing
“Tenzing” acompanha a jornada do alpinista Sherpa Tenzing Norgay, interpretado por Genden Phuntsok, durante a missão liderada pelo coronel John Hunt, vivido por Willem Dafoe. A expedição tem como foco alcançar o cume do Everest junto com o neozelandês Edmund Hillary, interpretado por Tom Hiddleston.
O roteiro segue uma linha tradicional de produções esportivas e de aventura. Mostra tensões internas na equipe, a dinâmica com o treinador rígido e os laços que se fortalecem diante dos desafios. Essa estrutura é similar a outros filmes sobre a montanha, como “Everest” (2015) e “The Climbers” (2019).
Lacunas na carga emocional da trama
O filme intercala as cenas de escalada com flashbacks da infância de Tenzing e momentos com sua esposa, buscando dar um tom mais humano à história. Contudo, essa parte fica superficial e não aprofunda os sentimentos que justificariam o roteiro.
Além disso, a crescente amizade entre Tenzing e Hillary, registrada na vida real, não é bem explorada no filme. Os diálogos são escassos e a direção pouco expressiva, o que compromete a autenticidade da relação entre os personagens.
Aspectos técnicos e visuais em “Tenzing”
Visualmente, “Tenzing” impressiona. A fotografia de Stefan Duscio destaca a magnitude do Everest, captando paisagens gigantescas, avalanches dramáticas e a imponência da montanha. As cenas de escalada possuem ângulos que trazem tensão e emoção, gerando impacto visual ao público.
A produção se destaca pela qualidade técnica, da direção de arte às atuações. Genden Phuntsok consegue transmitir o carisma do protagonista, enquanto Tom Hiddleston faz um bom trabalho tentando fortalecer os poucos momentos de interação entre os alpinistas.
Exibição, elenco e avaliação final do filme Tenzing
“Tenzing” estreou no TIFF 2026 e chega aos cinemas dos EUA em outubro, com serviços de streaming previstos logo depois. O elenco principal inclui Tom Hiddleston como Edmund Hillary e Willem Dafoe como o coronel John Hunt.
Apesar das limitações emocionais, o filme preserva a precisão histórica e entrega um retrato visual marcante do Everest e da jornada que mudou a história do alpinismo. A Revista em Veredas destaca como um trabalho que, apesar de seus defeitos, mantém interesse por sua técnica e atormentada aventura.
Vale a pena assistir “Tenzing”?
Embora não alcance toda a profundidade emocional, “Tenzing” vale pela reconstrução técnica da expedição e pelas sequências visuais que recriam a escalação do Everest. Para quem aprecia histórias de superação com qualidade técnica, o longa é uma boa pedida. O desempenho dos atores contribui para manter a atenção, mesmo diante de um roteiro com algumas falhas.
Quem gosta de cinema histórico pode ainda se interessar por obras que exploram várias facetas das produções biográficas e de aventura, e até outros filmes de suspense com reviravoltas surpreendentes no final, como mostram algumas listas recentes na Revista em Veredas.

