O spaghetti western ganhou fama principalmente pelo trabalho de Sergio Leone, mas o gênero abraçou muitos outros diretores que também deixaram filmes inesquecíveis. Durante as décadas de 1960 e 1970, cineastas italianos e europeus criaram obras que enriqueceram ainda mais esse universo de faroestes italianos.
Este artigo traz uma lista com os 10 melhores filmes spaghetti western que não tiveram Sergio Leone na direção, reunindo clássicos que revelam a diversidade e a força do gênero além do cineasta mais famoso. Acompanhe o universo do faroeste italiano e descubra grandes produções.
The Return of Ringo
Protagonizado pelo ator italiano Giuliano Gemma, The Return of Ringo (1965) apresenta um herói que lembra o “homem sem nome” dos filmes de Leone. Ringo retorna à sua cidade após a Guerra Civil Americana e percebe que está sob o domínio de bandidos violentos.
Para derrotar os inimigos, ele adota uma identidade secreta, elaborando um plano de vingança e libertação. Inspirado em A Odisséia, o filme se destaca pela trilha sonora do renomado Ennio Morricone, que confere uma atmosfera elegante e dramática. É uma obra que merece reconhecimento entre os clássicos do gênero.
Django (1966)
Dirigido por Sergio Corbucci, Django destaca-se como um dos filmes mais impactantes do spaghetti western. Com Franco Nero no papel principal, o filme traz um pistoleiro enigmático que carrega um caixão pelo deserto e chega a uma cidade fronteiriça onde se envolve em um conflito com uma gangue local e revolucionários mexicanos.
Django influenciou diversos outros filmes, inclusive o moderno Django Unchained, de Quentin Tarantino. Sua violência explícita e o tom sombrio refletem o estilo brutal e inovador de Corbucci dentro do gênero. Este longa ainda chama a atenção pela intensidade e originalidade que trouxe para os faroestes italianos.
A Bullet for the General
Este filme mexicano de 1966 recupera a figura de Gian Maria Volonté como El Chuncho Muños durante uma revolução. Ele se une ao americano Bill Tate, interpretado por Lou Castel, mas logo descobre que Bill representa uma ameaça ao grupo.
Com muita ação e um roteiro que mistura traição em meio a tensões políticas, o filme demonstra a versatilidade dos atores e a capacidade do spaghetti western de abordar contextos sociais complexos, mesmo fora da Itália. Esta produção destaca o gênero como espaço para narrativas contundentes e envolventes.
The Big Gundown
O diretor Sergio Sollima investiu numa parceria criativa com o roteirista Sergio Donati para criar The Big Gundown (1967). A trama gira em torno de Jonathan Corbett, um caçador de recompensas vivido por Lee Van Cleef, que persegue o fora-da-lei Cuchillo (Tomas Milian). A história se desenvolve mostrando que Cuchillo pode não ser tão culpado quanto parece.
O entrosamento entre Van Cleef e Milian traz equilíbrio entre suspense e momentos de humor. Essa dinâmica é um dos destaques da produção, que prova a importância do elenco para engajar o público e potencializar tramas cheias de reviravoltas.
Death Rides a Horse
Giulio Petroni dirigiu este western em 1967, colocando John Phillip Law e Lee Van Cleef como protagonistas. Os personagens têm suas vidas destruídas por uma gangue e acabam juntando forças para buscar vingança contra seus inimigos em comum.
O filme se destaca pela atuação séria e poderosa de Van Cleef, que alia sua presença marcante à trilha sonora assinada por Ennio Morricone. Essa combinação fez com que a obra influenciasse outras grandes produções, como o clássico Kill Bill. É uma referência importante para os fãs do gênero.
Face to Face (1967)
Sollima retorna com esta produção que explora a transformação pessoal de seus personagens. Gian Maria Volonté vive Brad Fletcher, um professor frágil que acaba envolvido no mundo do crime, enquanto Tomas Milian interpreta o fora-da-lei Beau Bennet, que se desilude com a violência e corrupção à sua volta.
O filme oferece uma reflexão profunda sobre a violência e as escolhas dos protagonistas, sendo considerado uma das melhores obras do diretor dentro do spaghetti western. A trama combina ação com um drama psicológico intenso.
Day of Anger
Dirigido por Tonino Valerii em 1967, Day of Anger conta com Lee Van Cleef e Giuliano Gemma no elenco. Gemma interpreta Scott Mary, um jovem aprendiz do pistoleiro Frank Talby (Van Cleef). Juntos, eles enfrentam uma gangue que domina a cidade, mas acabam se confrontando devido a outras tensões pessoais.
A complexidade do personagem de Van Cleef acrescenta tensão e profundidade, revelando as nuances das relações de poder e honra no Velho Oeste. O filme traz um olhar sombrio sobre a lealdade e os conflitos internos dos protagonistas.
The Great Silence
Sergio Corbucci volta a marcar presença com The Great Silence (1968), considerado um dos seus melhores trabalhos. A narrativa gira em torno de Silence, um pistoleiro mudo interpretado por Jean-Louis Trintignant, que enfrenta uma vila fria e sem lei dominada por bandidos impiedosos.
Embora tenha sido um fracasso comercial na época, o filme cresceu em status cult, graças ao seu clímax chocante e atmosfera sombria. Essa obra reforça a habilidade de Corbucci em criar roteiros envolventes e inovadores dentro do spaghetti western.
Sabata
O início da trilogia de Sabata, dirigido por Gianfranco Parolini em 1969, traz Lee Van Cleef no papel principal. Sabata enfrenta uma quadrilha de ladrões e descobre uma conspiração comandada por um fazendeiro poderoso, navegando entre traições e jogos de poder.
Van Cleef entrega uma performance que combina carisma e frieza, consolidando o longa como um entretenimento típico do spaghetti western com muita ação e reviravoltas. Esse filme segue como uma aposta segura para quem gosta do estilo.
They Call Me Trinity
Este filme de 1970 apresenta uma abordagem mais cômica ao gênero, estrelado por Terence Hill e Bud Spencer como os irmãos pistoleiros Trinity e Bambino. Eles enfrentam o major Harriman, que tenta expulsar colonos para expandir suas terras.
A mistura de cenas de ação e humor faz com que They Call Me Trinity seja um sucesso entre o público, além de ter gerado uma sequência que mantém o tom leve em meio ao faroeste. A química entre os atores é um dos pontos mais lembrados da produção.
Vale a pena conhecer esses clássicos do spaghetti western
Esses títulos mostram que, mesmo sem Sergio Leone na direção, o spaghetti western contou com grandes diretores, atores e roteiristas que contribuíram para a diversidade e qualidade do gênero. Obras como Django e The Great Silence são exemplos de filmes que influenciaram desde produções modernas até a cultura pop atual.
Para os fãs de cinema, entender essas produções é essencial para ampliar o conhecimento sobre o subgênero e sua importância histórica. O roteiro, a trilha sonora especial de Morricone e espetáculos dos atores são ingredientes que mantêm essas histórias vivas até hoje.
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Para quem gosta de história e produção audiovisual, vale a pena conferir também curiosidades sobre atores que marcaram filmes e séries, como Leonard Nimoy na época dos westerns com Clint Eastwood.

