A franquia Star Trek é um dos pilares da ficção científica no cinema, acompanhando o público desde 1979. Ao longo de mais de quatro décadas, foram lançados 14 filmes, que refletem transformações no gênero e na cultura pop. A trajetória inclui desde os clássicos com a tripulação original até produções mais recentes, que exploram o universo por novas abordagens.
Além do cinema, a série expandiu sua presença em plataformas de streaming com títulos como Star Trek: Section 31. Nem todas as produções receberam elogios equivalentes, mas todos são peças importantes para entender a evolução da franquia. A seguir, o Revista em Veredas apresenta um ranking dos filmes de Star Trek, do menos ao mais relevante para fãs e curiosos.
Star Trek: Section 31 (2025)
O retorno de Michelle Yeoh como Imperadora Philippa Georgiou em Star Trek: Section 31 prometia expandir o universo da franquia para o streaming. No entanto, a produção enfrentou críticas fortes, apontando desconexão com os elementos centrais de Star Trek.
A trama gira em torno de operações secretas e investiga o lado moralmente ambíguo da protagonista, mas falta aprofundamento dos personagens e uma identidade consistente para o filme. Para uma personagem com grande potencial, o resultado foi considerado uma oportunidade perdida.
Star Trek V: A Fronteira Final (1989)
Dirigido por William Shatner, este filme mostra Kirk e companhia em uma busca por um planeta supostamente habitado por Deus. O antagonista Sybok, irmão de Spock, traz um tom pessoal ao enredo por suas habilidades emocionais.
O filme tem bons momentos, especialmente no conflito interno de Kirk, mas efeitos visuais inconsistentes e um final estranho prejudicam o impacto. Desse modo, é considerado o menos convincente entre os filmes da tripulação original, apesar das boas interações entre personagens clássicos.
Star Trek: Nêmesis (2002)
Última aventura completa do elenco de Next Generation, Nêmesis apresenta um thriller sombrio que não resgata o que tornou a equipe tão especial. Tom Hardy vive Shinzon, clone de Picard, oferecendo uma ameaça intensa, mas com pouca exploração emocional.
O filme destaca o sacrifício de Data, que traz peso dramático, mas não foi suficiente para garantir um desfecho memorável para essa fase da franquia, deixando fãs com sentimentos mistos.
Star Trek: Insurreição (1998)
Frequentemente visto como um episódio longo da série The Next Generation, Insurreição mostra Picard enfrentando um dilema moral ao descobrir que a Frota Estelar quer forçar a saída dos pacíficos Baku para exploração científica.
O filme mantém o foco nos valores éticos que definem Star Trek, mesmo que o impacto da história seja menos grandioso que em outras produções. Ainda assim, reforça o compromisso com os ideais da franquia.
Star Trek: Gerações (1994)
Este encontro marcante entre as gerações Kirk e Picard serve como passagem simbólica entre diferentes fases da franquia. A narrativa recorre ao Nexus para reunir os personagens, e conta com a participação de Malcolm McDowell como vilão.
A destruição da Enterprise-D é um dos momentos visuais mais fortes do filme. Ainda que o desfecho de Kirk divida opiniões, inclusive do próprio William Shatner, a obra tem papel central na história do universo Star Trek.
Star Trek: O Filme (1979)
Inspirado pelo sucesso de Star Wars, o primeiro filme de Star Trek aposta na ficção científica mais cerebral, com ritmo pausado e foco em grandes conceitos, lembrando 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Robert Wise dirige com ambição, destacando a icônica nave Enterprise e um antagonista misterioso. Apesar da lentidão, o filme envelheceu bem pela sua proposta e escala visual imponente.
Star Trek: Into Darkness (2013)
Seguindo a linha do tempo Kelvin iniciada por J.J. Abrams, Into Darkness entrega ação intensa e performances confiantes de Chris Pine e Zachary Quinto. A aparição de Benedict Cumberbatch como John Harrison (mais tarde revelado ser Khan) tenta renovar um clássico da franquia.
Porém, o roteiro depende demais de referências a The Wrath of Khan, inclusive invertendo momentos famosos, o que gerou comparações desfavoráveis apesar do esforço do elenco em manter a atração.
Star Trek III: A Procura de Spock (1984)
Após The Wrath of Khan, Leonard Nimoy assume a direção para comandar uma busca pessoal por Spock, tentando trazer o amigo de volta após sua morte aparente.
A história envolve o risco de Kirk, que rouba a própria Enterprise e sofre perdas severas, como a do filho David. Apesar de menos preciso que seu predecessor, o filme emociona ao mostrar o vínculo forte entre os personagens.
Star Trek Beyond (2016)
Considerado por muitos o melhor da linha Kelvin, Star Trek Beyond tem direção de Justin Lin e comemora os 50 anos da franquia com uma aventura independente após a perda da Enterprise.
O filme valoriza a química do elenco, separa personagens em duplas interessantes e recebe Sofia Boutella como Jaylah, uma adição forte. O tom otimista e espírito de companheirismo remetem ao Star Trek clássico sem copiar diretamente.
Star Trek VI: A Terra Desconhecida (1991)
Marcando o despedida da tripulação original, o filme centra-se na crise do Império Klingon e nas negociações de paz demarcadas por desconfiança mútua.
Inspirado no fim da Guerra Fria, o roteiro de Nicholas Meyer discute política e preconceitos antigos, mantendo o ritmo com uma trama conspiratória. A reflexão sobre o futuro e o passado faz este um dos filmes mais inteligentes da franquia.
Vale a pena acompanhar o ranking dos filmes de Star Trek?
O ranking dos 14 filmes de Star Trek ajuda a entender os altos e baixos da franquia ao longo das décadas. Para fãs que acompanham desde a origem até as produções recentes — incluindo o streaming — é um guia interessante para explorar os principais títulos.
Em uma indústria que mescla tecnologia, entretenimento e educação pop, conhecer essa trajetória também inspira quem busca entender o impacto cultural e tecnológico que franquias duradouras podem ter.
Para se atualizar sobre novidades do mundo do entretenimento, vale conferir notícias como a confirmação de Nick Frost como novo Hagrid na série de Harry Potter da HBO ou ainda as teorias que a sequência de Once Upon a Time in Hollywood pretende esclarecer.

