Após dirigir grandes filmes como Godzilla vs. Kong e Godzilla x Kong: The New Empire, Adam Wingard decidiu mudar o foco da carreira. Agora, ele aposta em um projeto mais pessoal e de menor escala, chamado Onslaught, que estreia nos cinemas em 2026. O filme é uma releitura moderna de Assault on Precinct 13, contando a história de soldados geneticamente modificados atacando uma comunidade de trailers.
Em entrevista, Wingard contou que a saída da franquia de monstros veio da vontade de se reconectar com sua identidade como cineasta. O diretor destacou a necessidade de produzir um trabalho que consolidasse seu estilo e marcasse sua presença no cinema para o público, algo que sentia ter ficado em segundo plano nos últimos anos.
Um projeto pessoal e conectado a experiências recentes
Adam Wingard vê Onslaught como parte de uma trilogia espiritual, que inclui You’re Next e The Guest, todos focados em segredos e suas repercussões. Ele explicou que esses filmes trazem um olhar crítico sobre o complexo militar-industrial americano e os programas secretos que o envolvem.
O diretor revelou como a paternidade influenciou sua vontade de criar uma narrativa mais íntima. Diferentemente dos blockbusters, onde prevalece a nostalgia e a marca deixada em grandes franquias, seus primeiros filmes sempre foram fortemente pessoais. Com Onslaught, Wingard aposta em um retorno às suas origens cinematográficas.
Interesse por teorias conspiratórias molda roteiro de Onslaught
Wingard compartilhou que seu interesse por teorias conspiratórias não surgiu no momento de concepção do filme, mas é resultado de anos de pesquisa e influência do pai. Livros sobre o assassinato de JFK e discussões após o 11 de setembro despertaram sua curiosidade sobre esses temas.
Ele comentou que nunca acreditou nas teorias conspiratórias mais radicais que surgiram na internet, mas enxerga nelas um exercício intelectual interessante. Essa base contribuiu para o desenvolvimento da trama envolvendo programas secretos e super soldados em Onslaught, tornando a história mais crível e atual.
Livros raros e invisibilidade inspiram elementos do longa
Um ponto alto para a criação do roteiro foi o livro Chameleo, que narra a paranoia de um homem perseguido por uma equipe militar invisível. O autor da obra sofreu perseguições após publicar suas teorias, o que intrigou Wingard e adicionou mistério ao filme.
Ainda que os soldados invisíveis não tenham aparecido na produção final, o conceito ajudou a aprofundar a trama envolvendo tecnologia oculta e militares modificados. Essa influência reforça o clima de suspense em torno dos segredos e do medo coletivo provocado pelo desconhecido.
Violência dura e realista reflete temas contemporâneos dos EUA
Um dos momentos mais impactantes de Onslaught acontece em uma cena no posto de gasolina, onde civis são atacados por super soldados. Wingard destacou que essa sequência é difícil de assistir, justamente por lembrar os frequentes tiroteios em massa nos Estados Unidos.
Ele apontou que, enquanto antes cenas tão explícitas eram evitadas, a atual dessensibilização da sociedade permitiu que o filme abordasse a violência armada de forma crua e necessária. O diretor também comentou as limitações encontradas em grandes produções ao equilibrar criatividade com decisões do estúdio.
Possibilidades para futuras sequências no universo de Onslaught
Nos créditos finais de Onslaught, aparecem recortes de jornal e fotos ligados por fios vermelhos, que indicam a presença de um personagem conspiracionista. Wingard revelou que esse elemento pode ser explorado em futuras sequências ou spin-offs, ampliando o universo do filme.
O cineasta confirmou que pretende expandir a história além da atual trilogia espiritual. A ideia é aproveitar esses desdobramentos para lançar novas narrativas dentro deste universo, mantendo a ligação com temas militares e conspirações, algo que vem conquistando seus fãs.
Mais detalhes sobre essa possibilidade são discutidos no artigo Onslaught aposta em detalhes durante os créditos para sugerir continuação da franquia, que aprofunda as pistas deixadas no filme.

