Venom: A Última Dança, o filme que encerra a trilogia protagonizada por Tom Hardy, traz uma série de referências ao universo Marvel, ao MCU e aos quadrinhos. O longa introduz o personagem Knull, o Deus Simbionte, e presta homenagem a eventos importantes tanto dos gibis quanto dos longas anteriores da franquia.

    Além da inclusão de novos elementos do universo dos simbiontes, o filme também apresenta conexões com o MCU, especialmente em sua cena pós-créditos, onde Eddie Brock e Venom interagem diretamente com essa realidade expandida, ampliando possibilidades para futuras histórias.

    Knull e sua origem nos quadrinhos

    O enredo apresenta Knull aprisionado no planeta Klyntar, que na língua dos simbiontes significa “gaiola”. No filme, a prisão de Knull acontece devido à traição dos próprios simbiontes, um fato que acompanha fielmente o material original dos quadrinhos. Essa trama faz referência direta ao crossover King in Black, lançado em 2020, criado por Donny Cates e Ryan Stegman.

    No enredo, Eddie Brock e Venom libertam Knull involuntariamente, exatamente como acontece nos quadrinhos, dando início ao conflito central do longa. Essa introdução ajuda a consolidar a mitologia sombria que envolve a gênese dos simbiontes.

    Os Xenófagos e suas diferenças entre filme e HQ

    No filme, os Xenófagos aparecem como criaturas responsáveis por matar simbiontes, criadas por Knull após a revolta de suas próprias criações. Essa explicação molda seu papel dentro do universo de Venom e reforça a ameaça representada pelo Deus Simbionte.

    Porém, nos quadrinhos, os Xenófagos são uma espécie alienígena diferente e não uma criação de Knull, o que apresenta uma divergência entre os meios. Ainda assim, a introdução dessas criaturas amplia o cenário de perigos para os simbiontes e acrescenta uma camada nova à narrativa.

    Conexões com o MCU na cena pós-créditos

    A cena após os créditos finais retoma a participação de Eddie e Venom no MCU, sequenciando uma cena vista em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, de 2021. O casal simbionte foi transportado para o universo Marvel, mas no México, diferente dos vilões que foram parar em Nova York.

    Neste filme, eles retornam para seu universo por meio de um portal, ao invés de desaparecerem com um clarão, como no longa da Marvel. Essa sutileza reforça as ligações entre os universos e abre espaço para futuras interações entre a Sony e o MCU.

    Frases e referências à saturação do multiverso

    Ao voltarem, Venom expressa estar cansado do “multiverso”, utilizando uma frase que remete ao desgaste do tema em produções recentes. Essa fala dialoga diretamente com o humor e as reclamações do Deadpool na animação Deadpool & Wolverine, que também critica a proliferação de histórias com múltiplas realidades.

    Essa conexão mostra como os filmes e séries do universo Marvel exploram temas semelhantes, mesmo em seus personagens menos convencionais.

    Extras e detalhes curiosos da trama e personagens

    Eddie menciona ter sido expulso de Nova York, uma referência direta ao primeiro filme da franquia. Nos quadrinhos, essa mudança é explicada por conflitos no jornal Daily Globe, rival do Daily Bugle. A história explica a ida de Eddie para São Francisco, ligação que ajuda a compreender sua trajetória.

    Outro ponto de destaque é a atenção dos fãs ao fragmento do simbionte que permanece no MCU, não recuperado por Eddie e Venom. Essa parte pode ter impacto nos dois universos, tanto no da Sony quanto no Terra-616 da Marvel, podendo futuramente se unir ao Homem-Aranha de Tom Holland ou envolver novas versões do simbionte.

    Durante uma luta contra criminosos, há uma cena em que Eddie aparece pendurado de cabeça para baixo pelos tentáculos de Venom, uma clara alusão às clássicas cenas do Homem-Aranha pendurado em suas teias. Além disso, Venom comenta com Eddie sobre suas limitações para voar, mas depois é visto pendurado em um avião, o que remete à evolução do personagem nos quadrinhos, quando passa a desenvolver asas de dragão, como em King in Black e no jogo Spider-Man 2 da Insomniac.

    No elenco, Chiwetel Ejiofor interpreta Rex Strickland, personagem que, embora no filme não tenha vínculo com um simbionte, é conhecido nos gibis por ter sido hospedeiro na Guerra do Vietnã e associado a figuras como Nick Fury e Wolverine com o codinome Tiranossauro.

    Patrick Mulligan, que aparece sequencialmente após sobreviver a ferimentos graves no filme anterior, se junta a um novo simbionte, já que o original, derivado de Carnificina e conhecido como Toxin, o abandonou. Essa passagem também está ligada a eventos dos quadrinhos de Venom.

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    Além das várias participações e conexões, é possível explorar outros lançamentos. Por exemplo, se você gosta de produções para streaming, há o destaque da série Nosferatu (2024), considerada o melhor remake de terror desde 1982.

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