O subgênero de terror conhecido como “good for her” vem ganhando espaço ao apresentar protagonistas femininas que sofrem opressões, mas encontram força para retomar o controle de suas vidas. Diferentemente das tradicionais “final girls” que apenas sobrevivem, essas personagens conquistam autonomia e protagonismo sem apelar para o olhar masculino ou a exploração do sofrimento.

    Originado da expressão sarcástica usada por Lucille Bluth na série Arrested Development, o termo ganhou nova interpretação no universo do horror, mostrando mulheres que enfrentam manipulação, abuso e tormentos, inclusive sobrenaturais, para enfim se libertarem. Esses filmes trazem histórias de empoderamento genuíno, onde as ações das personagens geram reações de identificação e até torcida do público.

    Midsommar (2019)

    Dirigido por Ari Aster, Midsommar conta a história de Dani, interpretada por Florence Pugh, que após uma tragédia pessoal se vê em uma comunidade pagã no interior da Suécia. Em um momento de fragilidade, ela é rejeitada pelo namorado Christian, um personagem que simboliza a frustração e apatia diante do luto da protagonista.

    Apesar do cenário inquietante da comuna Harga, Dani encontra ali uma espécie de acolhimento e compreensão que ela não teve antes. A cena em que as mulheres do grupo compartilham sua tristeza confere uma complexidade emocional ao filme, culminando em um final que mistura perigo e libertação. O sorriso de Dani no fechamento é um símbolo ambíguo de vitória pessoal a um preço alto.

    The Witch (2015)

    Este terror psicológico dirigido por Robert Eggers acompanha Thomasin, uma jovem acusada injustamente de feitiçaria em uma família puritana do século XVII. Sob rígidas normas religiosas, ela é tratada como culpada pelos infortúnios da família e vive cercada de desconfiança e isolamento.

    O convite de Black Phillip para que Thomasin “viva deliciosamente” marca uma virada, expressando sua escolha por liberdade e prazer em vez da submissão. O final de The Witch está entre os momentos mais intensos do cinema de terror recente, ao subverter expectativas e entregar um símbolo forte de autonomia feminina.

    You’re Next (2011)

    Na trama de invasão domiciliar dirigida por Adam Wingard, Erin se destaca como uma personagem fora do comum. Diferente das usuais vítimas indefesas, ela é capaz de reagir rapidamente, usando inteligência e habilidades para se proteger e enfrentar os agressores.

    Por trás do cenário de violência ligada a um esquema de herança, Erin se impõe como a maior ameaça na casa, invertendo as dinâmicas tradicionais do gênero. Sua capacidade de sobrevivência e autocontrole tornam o filme uma referência na lista de obras good for her, com protagonistas femininas mais realistas e influentes.

    Carrie (1976)

    Adaptação clássica do romance de Stephen King, Carrie, dirigida por Brian De Palma, explora o sofrimento de uma adolescente vítima de bullying e abuso familiar. A interpretação sensível de Sissy Spacek dá força a uma personagem que, apesar da fragilidade, luta contra a opressão do meio em que vive.

    A sequência do baile de formatura, onde Carrie experimenta momentos de felicidade antes de uma reviravolta dramática, reforça o conceito good for her, alinhando o público com sua revolta e superação perante a crueldade. A trama teve grande impacto no estilo de filmes de terror que focam em personagens femininas complexas.

    Revenge (2017)

    Revenge, dirigido por Coralie Fargeat, desconstrói o clichê do filme de estupro e vingança. Jen, vivida por Matilda Lutz, passa de vítima a força brutal que desafia seus agressores. A obra equilibra violência e empoderamento, evitando sensacionalismos e centrando o foco na determinação da protagonista.

    O filme critica o gênero clássico e aposta na narrativa de superação realista, mostrando a retomada do poder de Jen sem romantização da violência. Essa abordagem contribui para definir o paradigma dos filmes good for her, valorizando a autonomia feminina acima de tudo.

    Vale a pena conhecer os filmes good for her?

    Essa seleção de filmes de terror underlines verdadeiros exemplos de empoderamento feminino na tela, mostrando mulheres que enfrentam desafios extremos com força e inteligência. Além de entreter, eles provocam reflexão sobre autonomia, gênero e poder no cinema contemporâneo.

    Se você acompanha o Revista em Veredas, já sabe que entender esse tipo de conteúdo é fundamental para quem busca por novidades culturais e análises conectadas à educação e tecnologia. Além disso, o cinema que valoriza protagonismo feminino dialoga com temas de transformação social e autonomia, tão relevantes nos debates atuais.

    Para quem se interessa por estreias e destaques do entretenimento, títulos como Avengers Endgame Encore mostram que o mundo do cinema está sempre em evolução, com espaço para múltiplas narrativas e perspectivas que ampliam o alcance das histórias contadas.

    Share.

    Redator com 5 anos de experiência. Venho através do Concursos em Brasil, trazer notícias frescas sobre concursos rolando no Brasil!

    Leave A Reply