O Dia do Folclore, comemorado em 22 de agosto, é tradicionalmente associado a personagens como Saci, Cuca, Curupira e Iara. No entanto, o folclore vai muito além dessas lendas antigas e pode ser explorado em sua dimensão atual, conectando-se com os interesses e o cotidiano dos jovens das cidades.
Especialistas alertam que trabalhar o folclore apenas como algo do passado prejudica a compreensão de que a cultura popular é um fenômeno vivo e dinâmico. A partir daí, surgem questões interessantes, como a possibilidade de considerar o funk ou mesmo os memes como manifestações culturais populares contemporâneas.
O folclore na escola como ponte para a cultura brasileira
Milena Fiuza, diretora pedagógica do Sistema Positivo, destaca que o ensino do folclore deve ir além das tradições tradicionais para valorizar a cultura popular como um processo em constante transformação. Essa abordagem possibilita debater temas atuais como diversidade cultural, preservação ambiental e identidade.
Maria Elba Soares, especialista em soluções educacionais da Arco Educação, reforça a importância de usar o 22 de agosto como um ponto de partida para atividades interdisciplinares. Assim, o folclore não fica restrito a um único dia, mas permeia todo o ano letivo, tornando-se uma ferramenta poderosa para compreender a construção da identidade nacional.
Atividades para aproximar o folclore da realidade dos estudantes
Para engajar os alunos no estudo do folclore, educadores sugerem práticas que exploram as raízes e manifestações culturais de forma prática e criativa. Com isso, o ensino ganha relevância e permite que os estudantes percebam as conexões entre tradição, história e o mundo atual.
Entre as sugestões, destacam-se atividades que investigam a origem das lendas brasileiras em suas influências indígenas, africanas e populares, possibilitando a produção de conteúdos variados como podcasts, vídeos ou radionovelas.
O folclore sustentável e as novas expressões culturais
Personagens do folclore, como Curupira e Iara, são excelentes pontos de partida para debates sobre preservação ambiental e a importância da conservação dos biomas brasileiros. Criar novos guardiões para esses ambientes pode estimular a criatividade e o cuidado com a natureza.
Além disso, traz-se à tona a discussão sobre manifestações culturais atuais, como os memes digitais, que expressam comportamentos coletivos e transformam o folclore em tempo real. Analisar tendências das redes sociais ajuda os alunos a entenderem que a cultura popular está sempre em evolução.
O folclore nas histórias e saberes do cotidiano
As tradições folclóricas também se fazem presentes nas famílias, por meio das brincadeiras, receitas típicas, superstições e histórias passadas de geração em geração. Atividades que envolvam entrevistas com parentes e a criação de um almanaque coletam e preservam esses conhecimentos populares.
A diversidade cultural do país aparece nas diferentes lendas regionais, o que pode ser explorado por meio da confecção de mapas ilustrados que representem essas variações. Outra prática é o registro de plantas medicinais em herbários, aproximando a cultura popular da ciência e da história local.
Vale a pena repensar o ensino do folclore para os estudantes de hoje?
Investir em práticas que atualizem o ensino do folclore torna o aprendizado mais dinâmico, relevante e próximo da realidade dos estudantes. Ao abordar essas manifestações como parte constante da vida e cultura brasileiras, as escolas conseguem fomentar uma identificação maior com o tema.
Ao longo do ano letivo, o folclore pode ser trabalhado de forma interdisciplinar, envolvendo desde as artes até as ciências, de modo que a cultura popular se construa não como memórias estáticas, mas como um processo cultural vivo, que gera reflexões e conexões para os jovens.
Na Revista em Veredas, acompanhamos sempre as tendências em educação que aproximam os estudantes do mundo em que vivem. Nesse sentido, iniciativas que transformam o ensino do folclore merecem atenção e podem inspirar escolas a expandir seu repertório cultural. Para quem curte tecnologia, vale relacionar esse tema com manifestações atuais, incluindo a influência das redes sociais, algo cada vez mais presente na vida dos jovens.
Conhecer diferentes formatos de ensino e cultura pode ajudar estudantes a se prepararem melhor para o mercado, já que habilidades como comunicação, análise crítica e criatividade são cada vez mais valorizadas. Se estiver buscando cursos gratuitos na área tecnológica, há oportunidades [como as oferecidas pela IBM e DIO, que disponibilizam milhares de vagas para formação em inteligência artificial](https://revistaveredas.com.br/2026/08/20/ibm-dio-5-mil-vagas-gratuitas-curso-ia-agentica-desenvolvedores/){target=”_blank” rel=”nofollow noopener”}, úteis para ampliar seu currículo.

