A década de 1970 trouxe uma revolução para o cinema, principalmente no gênero de filmes de gangster. Essa época apresentou uma visão mais realista dos criminosos, deixando de lado personagens glamorosos para mostrar figuras mais humanas e, muitas vezes, desgastadas pela vida no crime.

    Diretores renomados como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese e Mike Hodges reinventaram o gênero com narrativas que exploram tanto conflitos familiares quanto dramas pessoais intensos. Dentro desse contexto, sete filmes se destacam como verdadeiros marcos do cinema policial da época.

    Get Carter (1971)

    Com direção de Mike Hodges, Get Carter estrelado por Michael Caine traz a história de Jack Carter, um gangster de Londres que retorna a Newcastle para investigar a morte suspeita de seu irmão. A trama mergulha fundo no submundo do crime local, mostrando uma atmosfera sombria e uma narrativa fria.

    Diferente da imagem tradicional dos gângsters, Carter é implacável e calculista, sem demonstrar qualquer bondade. O cenário industrial da cidade ajuda a criar um clima tenso e realista, enquanto a atuação de Caine reforça a mudança no perfil dos personagens do crime no cinema britânico.

    O Poderoso Chefão (1972)

    Considerado referência do cinema de gangster, O Poderoso Chefão é a adaptação do livro de Mario Puzo dirigida por Francis Ford Coppola. O filme aborda temas como poder, lealdade e as consequências da violência dentro da máfia e da família Corleone.

    Marlon Brando brilha no papel de Vito Corleone, mas é Al Pacino quem conduz a transformação do personagem Michael, de um jovem inicialmente distante do crime para o líder sombrio e complexo da organização.

    Caminhos Perigosos (1973)

    Antes de títulos famosos como Os Bons Companheiros, Martin Scorsese apresentou em Caminhos Perigosos um olhar íntimo sobre o crime em Little Italy, Nova York. Harvey Keitel interpreta Charlie, um homem dividido entre sua fé e a vida criminosa, enquanto Robert De Niro vive o imprevisível Johnny Boy.

    O filme mostra a criminalidade de forma crua, focando em pequenos delitos e a instabilidade emocional dos personagens. A trilha sonora e a fotografia reforçam a atmosfera autêntica dos anos 1970, característica que marcou os primeiros trabalhos do diretor.

    Os Amigos de Eddie Coyle (1973)

    Com direção de Peter Yates, Os Amigos de Eddie Coyle traz Robert Mitchum como um contrabandista de armas veterano que preferiria ficar fora da prisão, mas acaba colaborando com a polícia. O filme destaca a desconfiança constante e a ausência de lealdade nessa rede de crimes.

    Eddie é um homem cansado dos negócios sujos, e a trama dá mais valor às traições silenciosas do que às cenas de violência explícita, criando uma tensão crescente e realista no enredo.

    O Poderoso Chefão Parte II (1974)

    A sequência de O Poderoso Chefão expande a história intercalando duas épocas: o passado do patriarca Vito Corleone, vivido por Robert De Niro, e o declínio de seu filho Michael nos anos 1950. A dualidade inspira reflexões sobre poder e isolamento.

    Pacino entrega uma atuação contida que evidencia o preço que Michael paga para manter o controle do império criminoso, enquanto De Niro mostra a construção da influência da família em um retrato menos conhecido do personagem.

    The Killing of a Chinese Bookie (1976)

    John Cassavetes dirigiu este filme que foge do convencional no gênero, focando no estudo psicológico de Cosmo Vittelli (Ben Gazzara), dono de um clube de strip em Los Angeles. Preso a uma dívida com a máfia, ele aceita realizar um assassinato complicado.

    A atenção está mais no universo interno do protagonista e na importância que ele dá ao clube do que na ação propriamente dita. A violência surge de forma inesperada, reforçando a atmosfera tensa e desconfortável do longa.

    Mikey e Nicky (1976)

    Dirigido por Elaine May, Mikey e Nicky centra-se na amizade turbulenta entre dois pequenos criminosos de Filadélfia. Nicky (John Cassavetes) acredita que a máfia quer sua cabeça e procura Mikey (Peter Falk), mas a relação entre eles amarga ao longo de uma única noite.

    Com foco nas emoções de ciúmes, traição e afeto entre os protagonistas, o filme destaca mais o aspecto humano do que o crime em si, entregando performances que mostram o desgaste e a complexidade das relações interpessoais nesse meio.

    Vale a pena conhecer esses clássicos do cinema de gangster?

    Esses sete filmes representam o que o cinema dos anos 1970 conseguiu explorar de mais profundo dentro do gênero de gangster. Eles oferecem histórias que vão além do crime, trazendo à tona desafios emocionais e sociais, com roteiros bem escritos e atuações memoráveis. Para quem aprecia narrativas densas e realistas, esses longas permanecem essenciais.

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    Redator com 5 anos de experiência. Venho através do Concursos em Brasil, trazer notícias frescas sobre concursos rolando no Brasil!

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