Ben Affleck revelou que o filme Animals, lançado pela Netflix, contou com o uso de inteligência artificial (IA) em diversas fases da pós-produção. A tecnologia facilitou efeitos visuais e acelerou o processo, mesmo que o longa tenha poucas cenas complexas. Essa abordagem faz parte da expansão da IA no mercado audiovisual, principalmente após a venda da startup de Affleck, InterPositive, por US$ 587 milhões para a Netflix.
Animals chamou atenção tanto pelo uso da tecnologia quanto pela recepção discreta do público. Apesar do elenco estrelado e da direção de Affleck, o filme não conseguiu entregar o suspense esperado, ficando distante das produções anteriores do cineasta. A trama, disponível desde 9 de outubro de 2026 na plataforma, apresenta uma narrativa que divide opiniões dentro do gênero thriller.
Animals é um thriller que não entrega o suspense esperado
O longa é uma aposta de Ben Affleck como ator e diretor, mas decepciona quem busca um thriller cheio de tensão. Animals falha em manter a inquietação, principalmente se comparado a projetos como Argo ou Gone Baby Gone. Embora o ritmo seja ágil, o suspense não se sustenta ao longo da história.
O roteiro traz uma trama previsível e desenvolvimento pouco criativo. Mesmo com o esforço do elenco, que inclui nomes como Kerry Washington e Gillian Anderson, o filme não consegue envolver o espectador com a intensidade que o gênero exige. A trilha sonora e os diálogos, que tentam construir um clima dramático, acabam pecando por não gerar um impacto verdadeiro.
Enredo acompanha sequestro na campanha política em Los Angeles
Animals conta a história de Mark Kimball (Ben Affleck), um advogado rico e candidato independente à prefeitura de Los Angeles. Ele vive com a esposa Abigail (Kerry Washington) e o filho Danny (Christopher Woodley) em uma mansão espaçosa, onde trabalham a empregada Cecilia (Adriana Paz) e seu namorado Ramón (Luis Gerardo Méndez), um imigrante ilegal que enfrenta barreiras para conseguir emprego, em parte pelo receio político do candidato.
A trama se desenrola quando, na noite de Halloween, o garoto é sequestrado. Pressionado, Mark pede ajuda ao gerente de campanha Sam (Steven Yeun), que indica uma intermediária para tratar do resgate, Dale (Gillian Anderson). Ela propõe o pagamento por meio de um empréstimo com juros, complicando ainda mais a situação da família.
A história acompanha a tensão durante as negociações da noite, mas o filme não consegue transmitir o peso e a urgência do momento. Ao apostar em cenas com diálogos exagerados e trilha sonora nervosa, Animals tenta criar suspense, mas não alcança esse objetivo de forma convincente.
Direção de Affleck mostra momentos de ritmo, mas falta originalidade
Ben Affleck mantém um ritmo acelerado no filme, evitando que ele fique monótono. No entanto, a narrativa segue caminhos previsíveis, com um desfecho que pode parecer contraditório ou pouco inspirado. A atuação de Gillian Anderson aparece como ponto alto, destacando-se como uma personagem com potencial para um projeto próprio.
Apesar de seu histórico com bons filmes na direção, Animals se posiciona como um dos trabalhos menos fortes de Affleck. O filme segue o padrão de muitas produções originais da Netflix, que atraem a atenção inicial do público, mas não conseguem se firmar pela qualidade ou inovação. Entre as principais produções previstas para o próximo ano, títulos como os lançamentos previstos para 2027 prometem maior impacto.
Uso da inteligência artificial na produção e contexto atual
A revelação da utilização da inteligência artificial na pós-produção do filme acompanha a tendência crescente do setor audiovisual em adotar ferramentas tecnológicas para acelerar processos e reduzir custos. Mesmo obras sem muitos efeitos especiais complexos têm adotado IA para facilitar edições e ajustes.
Esse movimento se intensifica com a recente aquisição da startup de inteligência artificial de Ben Affleck, a InterPositive, que foi comprada pela Netflix por US$ 587 milhões. A operação reforça o interesse da plataforma em investir em inovação tecnológica para suas produções. Essa estratégia pode influenciar outros longas e séries que serão produzidos pela Netflix e ressalta o futuro da indústria do entretenimento, que opta por soluções digitais mesmo diante de resistências.
Animals vale a pena assistir?
Animals é um thriller com boas intenções, mas que não entrega a tensão prometida. A presença de Ben Affleck no elenco e direção, além do uso de inteligência artificial na pós-produção, são destaques, mas não suficientes para elevar o filme. O roteiro previsível e a falta de originalidade fazem com que o título acabe sendo mais um entre os lançamentos da Netflix que não se sustentam pela qualidade. Ainda assim, fãs do gênero e do ator podem encontrar cenas interessantes.
Para quem deseja entretenimento em suspense, pode ser mais produtivo conferir outras opções recentes no catálogo. A Netflix segue ampliando seu mix de títulos, incluindo apostas que misturam tecnologia e narrativa, um caminho que poderá render novidades mais atraentes para o público.

